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MERCADO QUINZENAL

InfoMercado Quinzenal- 274 - 2ª Edição - Mar/22

Boletim com os dados prévios de medição e posição contratual líquida de 1º a 31 de março de 2022


Análise da CCEE

Dados de 1º a 31/03/22 comparados com o mesmo período de 2021 (1º a 31/03/21)

Informações de medição em 13/04/2022, passíveis de ajustes no processo de contabilização

O consumo de energia elétrica no SIN apresentou crescimento de 2,5% para o mês de março de 2022 em relação ao mesmo período de 2021, registrando 69.111 MW médios, maior valor de consumo já registrado. Os dois ambientes de contratação mostraram crescimento, com o Ambiente de Contratação Livre – ACL avançando 6,9%, e o Ambiente de Contratação Regulada - ACR 0,3%. Ao considerar apenas as cargas que já existiam no ano anterior, o ACL cresce 3,4% e o ACR 2,1%.

Na análise regional, as altas foram lideradas pelos estados do Mato Grosso (10%) e Rondônia (9%), com forte influência de temperaturas maiores ou menor volume de chuvas nestes estados. Na direção oposta, o Rio Grande do Sul (-2%) e o Piauí (-3%) registraram as maiores quedas. Em ambos os casos, temperaturas menores e maior volume de chuvas na segunda quinzena de março foram decisivos para o resultado negativo.

Na análise por ramos de atividade, os setores influenciados direta ou indiretamente pela crise envolvendo Rússia e Ucrânia apresentaram resultados positivos, mas com ímpetos diferentes. Por um lado, mesmo com a valorização no mercado internacional, o ramo de extração de minerais metálicos apenas oscilou positivamente em apenas 0,7% na comparação março de 2022 com o mesmo mês do ano anterior. Este cenário pode ser explicado pelo pessimismo em relação à economia chinesa, que reduziu as compras destas comodities desde o início do ano, e agora vive mais um confinamento em grandes cidades por conta de uma nova onda de COVID.

De forma oposta, setor químico vem aproveitando o cenário de alta nos preços dos derivados de petróleo e produtos relacionados à produção agrícola. Em março avançou 8,0%, puxado principalmente pela fabricação de cloro e álcalis e de produtos petroquímicos básicos, grande parte utilizado como insumo para produção agrícola, na esteira do crescimento da demanda internacional frente a restrições de exportações por parte da Rússia e Ucrânia. No trimestre o crescimento chegou a 7,2%. Com a mesma tendência, o ramo de alimentícios também aproveita o cenário internacional, registrando um crescimento de 10,8%, atingindo o maior valor de consumo de energia elétrica da série iniciada em 09/2013 (2.370 MW médios). No trimestre acumula alta de 10,6%.

Para os setores com dinâmica voltada ao mercado interno, o ramo de serviços permanece apresentando alto crescimento em relação ao mesmo mês do ano anterior avançando 36,1%, o maior deste julho de 2021. Esse avanço é principalmente devido à mudança do consumo de áreas do comércio para os serviços com a retirada total das restrições impostas pela pandemia, e reafirma a tendência de alta de vendas registrada em fevereiro pelo Índice Cielo de Varejo em Shopping Centers - ICVS-Abrasce (+10,6%). Outro dado que corrobora este aumento no consumo de energia elétrica é o resultado das vendas totais dos shoppings da rede Multiplan, que em março de 22 registrou alta de 20,6% em relação a níveis pré-pandemia (março/19). No trimestre o crescimento do consumo de energia elétrica do ramo de serviços é de 26,5%.

Já o ramo de comércio mostra resiliência, com avanço de 0,8% daquelas cargas que já existiam em março de 2021, indicando que supermercados e hipermercados consumiram mais energia elétrica no período analisado.

Na outra ponta, o setor têxtil permanece afetado pelo cenário internacional adverso e pelo avanço da inflação em nível interno, ocasionando migração do consumo para setores mais essenciais como comércio e serviços. Neste mês a queda no consumo de energia elétrica foi de 3,9%. Cabe lembrar novamente que com a inflação alta e a perda do poder de compra do trabalhador, a tendência natural é concentrar as compras em bens de consumo básico, levando a uma queda do setor têxtil. Ainda que ramos correlacionados, como o de manufaturados diversos, tenha apresentado crescimento (2,9%), ainda não foi observado transbordamento positivo para o setor têxtil. No trimestre, o ramo de têxteis apresenta queda de 5,1% no consumo de energia elétrica.

No tocante à geração, com embasamento nos dados prévios, nota-se um aumento estimado de 3,5% quando comparada ao mesmo período no ano anterior, já considerando a importação de 95,02 MW médios. Em relação às fontes, as fotovoltaicas, eólicas e as hidráulicas apresentaram crescimento, enquanto as térmicas registraram queda.

Em uma escala percentual decrescente, as fotovoltaicas apresentaram um crescimento de 64,5%, seguido das eólicas (34,0%) e das hidráulicas (6,0%). Já as térmicas apresentaram queda de 29,5%.

As chuvas verificadas em março de 2022 foram superiores ao mesmo período em 2021 nas principais bacias do SIN, o que colaborou para o aumento da geração hidráulica.

 

Para o desenvolvimento deste relatório foram consideradas estas premissas:

 

• Este boletim foi publicado no dia 13/04/2022;

• As análises consideram a comparação do período de 2022 em relação ao mesmo período de 2021;

• Os dados de março de 2022 apurados compreendem o período entre os dias 01 a 31 do mês de referência;

• Medição apurada em MW médios no ponto de conexão, isto é, sem as perdas da rede básica;

• Os dados de geração contemplam as novas unidades geradoras modeladas na CCEE ao longo do mês;

• O consumo cativo das unidades consumidoras parcialmente livres está alocado ao ACL;

• O percentual médio mensal de perdas de geração e consumo prévio em fevereiro/22, foi de 3,58% e 3,73%, respectivamente;

• O ACL considera os autoprodutores, varejistas, consumidores livres e consumidores especiais;

• As participações no MRE e/ou no regime de cotas foram analisadas de acordo com a contabilização de cada mês. As variações apresentadas são impactadas pelo movimento de usinas no MRE e para o regime de cotas.

 

Para enviar comentários e sugestões ou esclarecer dúvidas, mande um e-mail para: info.mercado@ccee.org.br

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O conteúdo desta publicação foi produzido pela CCEE com base em dados e informações de conhecimento público. É de responsabilidade exclusiva dos agentes e demais interessados a obtenção de outros dados e informações, a realização de análises, estudos e avaliações para fins de tomada de decisões, definição de estratégias de atuação, assunção de compromissos e obrigações e quaisquer outras finalidades, em qualquer tempo e sob qualquer condição. É proibida a reprodução ou utilização total ou parcial do presente sem a identificação da fonte.

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