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22º Leilão de Energia Nova (A-3) contrata 58 GWh em hidrelétricas, eólicas e térmicas

Preço médio negociado foi de R$ 188,87 por MWh, com deságio médio de 2,27%

Publicado em: 21/08/15 13:05 hs | Atualizado em 13/10/21 11:49 hs

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A Câmara de Comercialização de Energia Elétrica - CCEE - realizou nesta sexta-feira (21/8) o 22º Leilão de Energia Nova (A-3) que negociou, ao todo, 58.004.224,8 MWh em energia. O preço médio ao final das negociações foi de R$ 188,87 por MWh, com deságio de 2,27% em relação aos preços-teto estabelecidos para os produtos, o que representou uma economia de R$ 254,9 milhões para os consumidores de energia. O deságio verificado por fonte foi de 5,1% (hidro), 2,4%(térmica) e 1,6% (eólica).

Vinte e nove empreendimentos de geração participaram do leilão, envolvendo investimentos de R$ 2,5 bilhões. Na segmentação por fonte, foram comercializados sete usinas hidrelétricas (33,1 MW médios), duas térmicas movidas à biomassa (20,7 MW médios), e uma usina a gás natural (22,7 MW médios), além de 19 usinas eólicas (237,8 MW médios) - somando 314,3 MW médios.

Os empreendimentos deverão iniciar o fornecimento de energia elétrica a partir de 1º de janeiro de 2018. O volume financeiro movimentado alcançou R$ 10,9 bilhões em contratos. O prazo é de 30 anos para as usinas hídricas, na modalidade por quantidade, e de 20 anos para as demais fontes, na modalidade por disponibilidade.

O preço médio final do leilão foi de R$ 205,01 por MWh na contratação de novas usinas hidrelétricas e R$ 212,75 por MWh para as térmicas. Os empreendimentos eólicos, por sua vez, registraram um preço médio de R$ 181,14 por MWh.

As hidrelétricas que negociaram energia no certame serão construídas nos Estados de Minas Gerais, Rio Grande do Sul e Santa Catarina. No caso das usinas térmicas, os vencedores construirão os empreendimentos movidos a gás natural na Bahia, enquanto as plantas movidas à biomassa ficarão no Rio Grande do Sul e São Paulo. Já as novas usinas eólicas distribuem-se pelos Estados do Ceará, Maranhão e Piauí.

Participaram do certame, como compradoras da energia negociada, 28 concessionárias de distribuição, com destaque para a Light, Copel e Celesc.

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