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EncontroCCEE: Diversidade e Inclusão destaca acesso e representatividade de pessoas negras e PcDs no setor elétrico brasileiro

Evento contou com dezenas de especialistas para apresentar panorama de estratégias e soluções que promovem um mercado mais aberto e acolhedor

Publicado em: 04/09/26 14:22 hs | Atualizado em 04/09/26 14:26 hs

A imagem mostra o diretor-presidente interino da CCEE, Ricardo Simabuku, no palco do EncontroCCEE: Diversidade e Inclusão

O 3º EncontroCCEE: Diversidade & Inclusão no Setor Elétrico reuniu mais de uma dezena de especialistas na tarde desta quinta-feira (03) para apresentar soluções para a criação de ambientes de trabalho com mais representatividade, mais acolhedores e melhor preparados para lidarem com todos os perfis de colaboradores. Realizado pela Câmara de Comercialização de Energia Elétrica, operadora do mercado de energia brasileiro, o evento promoveu o diálogo entre o setor privado e organizações da sociedade civil, além de evidenciar casos de sucesso de empresas que já trabalham programas integrados para ampliar as oportunidades oferecidas a talentos negros e pessoas com deficiência (PcD). 

Em sua abertura, o diretor-presidente interino da CCEE, Ricardo Simabuku, defendeu que a diversidade precisa ser um tema estratégico no mercado de trabalho, contribuindo para a competitividade, a inovação e a sustentabilidade dos negócios. “Como uma instituição que conecta mais de 16 mil agentes do mercado de energia, temos a responsabilidade de estimular discussões relevantes para o desenvolvimento sustentável do setor. E este encontro é uma demonstração desse compromisso”, afirmou o executivo. 

O comprometimento com a pauta ficou claro logo no primeiro painel do dia, que apresentou Um Retrato da Inclusão no Setor Elétrico. O debate contou com a presença de Tiago Hayashida, Gerente Executivo de Gestão de Pessoas da CCEE, Solange Ribeiro, vice-presidente da Neoenergia, Emilene Esbrisse, coordenadora de Cultura da CPFL Energia, e Luzia Moura, representante do Conversas Energéticas. A conversa avançou sobre os caminhos para aumentar a demografia de pessoas negras e com deficiência nas organizações, sobretudo em posições de gestão, e destacou a importância de se ter a alta liderança como parceira nesse trabalho. 

Em seguida, chegou a hora de introduzir a Arena de Cases. Neste segundo momento, foi a vez de quem já está fazendo diferente demonstrar quais projetos e ideias têm gerado bons resultados nas suas empresas. O HRBP Manager e Líder DEI Brasil da Schneider Electric, Brenner de Oliveira, trouxe o programa Baobá, focado no desenvolvimento de carreiras negras por meio da educação, exposição e experiência. A Analista de Desenvolvimento Sênior do ONS, Flávia Martins Babo, contou a experiência do Rota PcD, rede de oportunidade e talentos em aceleração, que olha para uma jornada que vai desde o fortalecimento do protagonismo até o desenvolvimento de competências, passando pelo reconhecimento e a escuta ativa. 

A Superintendente de Gestão de Pessoal da Empresa de Pesquisa Energética (EPE), Higia Martins, compartilhou mais detalhes sobre o EPE Inclui, uma jornada de acesso, permanência e cuidado para pessoas com deficiência, que aposta em cotas, cultura inclusiva, condições de trabalho e auxílio. Por fim, a Coordenadora de Comunicação e Responsabilidade Social da Vibra/Comerc Energia, Raquel Terra, evidenciou o programa Ananse, de desenvolvimento de carreiras de pessoas negras, criado para impulsionar a representatividade em posições de liderança e fortalecer o crescimento profissional na companhia. 

O terceiro painel do dia tratou do Próximo Passo da Inclusão. Estiveram presentes a CEO e fundadora da Talento Incluir, Carolina Ignarra, o Coordenador de Inclusão Social do Instituto Jô Clemente (IJC), Flavio Gonzalez, o co-Fundador e Gerente Executivo do Pacto de Promoção da Equidade Racial, Guibson Torres, e a Diretora Executiva da GPTW, Vanessa Reis. O objetivo do painel foi trazer perspectivas externas e identificar oportunidades para acelerar a inclusão no mercado de energia, a partir de uma pergunta central: o que o setor elétrico pode aprender com outras organizações e mercados? Os participantes deixaram claras as barreiras que permanecem nas organizações, marcadas pelos vieses inconscientes de estruturas sociais que ainda não conseguiram acabar com o racismo e o capacitismo, para apresentarem estratégias de combate a práticas que seguem limitando o alcance da diversidade. 

O encerramento ficou por conta do diretor de inovação e novos negócios da CCEE, Vital Neto, que fez uma fala marcada pela vontade de aprender e continuar trabalhando para ampliar as oportunidades de inclusão. Para o executivo: “mais importante do que o que discutimos hoje é o que faremos a partir de amanhã. Que os insights compartilhados aqui se transformem em iniciativas, metas, programas e novas oportunidades dentro das organizações”. 

O 3º EncontroCCEE: Diversidade & Inclusão no Setor Elétrico ocorreu em São Paulo, na Pocket House Villa Lobos e, além dos painelistas, contou com a apresentação e mediação do jornalista Jairo Marques, colunista e especialista no tema. 

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