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CCEE fortalece protagonismo feminino no setor elétrico e amplia presença de mulheres na liderança

Iniciativas de mentoria, desenvolvimento profissional e vagas afirmativas ampliam presença feminina em posições estratégicas na Câmara

Publicado em: 10/03/26 16:30 hs | Atualizado em 10/03/26 16:33 hs

mulher de óculos e cabelo curto a frente de uma reunião

O setor elétrico brasileiro tem passado por uma transformação nos últimos anos, impulsionada pela crescente presença feminina em posições de liderança e gestão. Como promotora de um movimento em prol da maior equidade de gênero, a Câmara de Comercialização de Energia Elétrica – CCEE tem consolidado sua atuação em diversidade e inclusão com foco estruturado no desenvolvimento de profissionais para posições estratégicas no setor elétrico brasileiro.

A Câmara implementou uma agenda robusta de ações afirmativas, programas de mentoria e formação executiva para mulheres, com metas claras até 2030. Os resultados já são concretos. A representatividade de mulheres cis na liderança cresceu de 26% para 38% em apenas dois anos. No quadro geral, elas já representam 50,3% da força de trabalho.

“Equidade de gênero não é apenas uma pauta social, é uma agenda estratégica. Organizações diversas tomam decisões melhores, inovam mais e refletem de forma mais legítima a sociedade que atendem”, afirma Gerusa Côrtes, vice-presidente da CCEE. “Nosso compromisso é criar condições estruturais para que mais mulheres avancem, ocupem espaços e influenciem os rumos do setor.”

Programas estruturantes e metas claras

Entre as principais iniciativas da organização está o Mulheres em Fase, programa de mentoria segmentado em duas frentes: desenvolvimento de novos talentos e formação de lideranças. Em 2025, foram realizados ao menos 270 encontros de mentoria, totalizando cerca de 540 horas dedicadas ao desenvolvimento profissional de colaboradoras. O programa formou novas mentoras, ampliou em mais de 50% a capacidade de atendimento e já impulsionou promoções internas. A próxima etapa prevê expansão para outras instituições do setor, fortalecendo o pipeline feminino de liderança em todo o ecossistema elétrico.

A CCEE também implementou vagas afirmativas e estabeleceu critérios para ampliar a interseccionalidade nas próximas edições dos programas, destinando percentual específico de vagas a mulheres pretas, pardas, amarelas, LGBTQIA+, com deficiência e de diferentes gerações.
Outro destaque é o futuro Programa Ascenda: Elas na Liderança, iniciativa que será estruturada para preparar mulheres para cargos de gestão por meio de acompanhamento supervisionado de lideranças, plano de trabalho individual e metas mensuráveis de desenvolvimento. 

Tecnologia com diversidade: Uma trajetória que simboliza a mudança cultural

A transformação cultural ganha força na área de Tecnologia, liderada por Caroline Donato, gerente executiva de Governança e Planejamento de TI da CCEE. Formada em um ambiente acadêmico majoritariamente masculino, era a única mulher entre 19 alunos na graduação em Computação, construiu uma trajetória marcada por mérito, consistência e resultados. Em 11 anos na Câmara, ascendeu de especialista a executiva, liderando hoje uma equipe de 32 pessoas da CCEE, das quais 72% são mulheres. uma inversão significativa frente ao cenário inicial da área, que já chegou a ter 13 homens para cada mulher. “A diversidade trouxe mais resiliência ao time, especialmente em contextos de pressão e alta complexidade. Diferentes vivências ampliam a capacidade de análise, detalhamento e tomada de decisão”, destaca a executiva.

Ela observa ainda um comportamento recorrente no mercado: mulheres tendem a se candidatar apenas quando atendem quase todos os requisitos de uma vaga, enquanto homens se inscrevem com menor aderência. A criação de vagas afirmativas ajudou a equilibrar essa distorção estrutural e acelerar a mudança cultural.

Cultura, governança e impacto setorial

A agenda de equidade de gênero da CCEE está integrada a uma estratégia corporativa e de governança. Desde 2024, a organização conta com um Comitê de Diversidade, formado por grupos de afinidade para cada grupo de interesse e com indicadores de acompanhamento que garantem transparência e mensuração de resultados. Em 2025, os colaboradores indicaram uma favorabilidade de 82% para o trabalho da organização na frente de D&I, quatro pontos percentuais acima de 2023.

Para Gerusa Côrtes, o avanço da pauta feminina no setor elétrico é também uma questão de competitividade e sustentabilidade institucional. “O setor elétrico está em plena transformação, com inovação tecnológica, transição energética e novos modelos de negócio. Não podemos construir o futuro da energia com metade do talento disponível à margem. Diversidade é parte da solução”, reforça a vice-presidente.

Com metas públicas, programas estruturados e liderança engajada, a CCEE consolida sua posição como referência em governança e equidade no setor elétrico brasileiro, ampliando oportunidades para mulheres e contribuindo para um mercado mais diverso e preparado para os desafios da próxima década.
 

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