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CCEE e Aneel trabalham em conjunto para aperfeiçoar procedimentos
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Câmara enviou proposta de melhorias à Aneel em maio
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A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) e a CCEE estão trabalhando em conjunto para tornar mais eficaz e célere uma série de procedimentos, fortalecendo o mercado de energia elétrica. Em maio a Câmara enviou à Agência uma proposta voltada a diminuir problemas relativos à inadimplência, com indicações de ajustes e melhorias em alguns processos. A partir da interação entre as instituições, será possível, por exemplo, otimizar as rotinas envolvidas no desligamento de agentes por descumprimento de obrigações.
O documento, ainda em análise pela Aneel, deverá ser aprimorado e enviado para audiência pública. Além do desligamento, outros procedimentos deverão ser analisados e aperfeiçoados pelas instituições, como a adesão de agentes e a aplicação de penalidades.
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Leilões de agosto movimentam R$ 26,9 bilhões em energia alternativa
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Machado: Modelo competitivo possibilitou sucesso dos leilões |
O 3º Leilão de Reserva e o 2º Leilão de Fontes Alternativas (A-3) entraram para história do país como os dois maiores leilões de energia elétrica proveniente de fontes alternativas já realizados. Os leilões apresentaram um balanço de R$ 26,9 bilhões movimentados, a um preço médio de R$ 133,56/MWh. Os 89 empreendimentos de geração proveniente de biomassa, eólica e PCH comercializados inseriram 2892,2 MW de potência no Sistema Interligado Nacional (SIN). Os leilões de energia para o mercado regulado brasileiro são realizados pela CCEE, sob delegação da Aneel. A comercialização do 3º Leilão de Reserva e do 2º Leilão de Fontes Alternativas (A-3) iniciou-se na manhã do último dia 25 e foi concluída apenas no final da noite do dia 26.
A energia eólica foi o grande destaque dos certames e terminou vendida a um preço médio de R$ 130,86/MWh. A fonte foi responsável por 78% da energia comercializada - 157.612.680,03 MWh - e sozinha inseriu 2047,8 MW de potência no sistema. As PCHs fecharam a comercialização a um preço médio de R$ 141,93/MWh, representando 9% da comercialização - 18.355.166,32 MWh - e 131,5 MW de potência nova. Já as térmicas a biomassa terminaram vendidas a um preço médio de R$ 144,20/MWh, representando 12,6% da comercialização - 25.507.416,00 - e 712,9 MW de potência nova.
Ao comentar o resultado alcançado pelos leilões, o presidente do Conselho de Administração da CCEE, Antônio Carlos Fraga Machado, comemorou e destacou a sistemática de comercialização como um dos fatores responsáveis pelo êxito obtido. “O resultado e o sucesso dos leilões são explicados pelo fato de o Brasil estar aperfeiçoando continuamente seu modelo competitivo. No momento em que se estabelecem regras claras, os investidores têm mais segurança para disputar”.
A operacionalização destes leilões foi classificada pelo executivo como uma das mais complexas já realizadas pela Câmara devido ao grande interesse da sociedade nas fontes comercializadas e à quantidade de empreendimentos participantes. “Chegamos a ter picos de 4 mil acessos simultâneos ao sistema que operou sem apresentar sinais de sobrecarga comprovando sua robustez e segurança”.
Estados - O estado que apresentou o maior número de empreendimentos vendidos foi o Rio Grande do Norte representado por 39 empreendimentos, seguido pela Bahia com 16 e pelo Rio Grande do Sul com 10 empreendimentos, todos eólicos. Seguindo o ranking, São Paulo foi representado por 6 empreendimentos e o Mato Grosso do Sul por 3, todos térmicas a biomassa.
Veja aqui os resultados dos leilões
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Câmara participa do Grupo de Trabalho Smart Grid do MME
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Programa de smart grid prevê troca de medidores eletromecânicos por eletrônicos |
A CCEE está coordenando, a convite do Ministério de Minas e Energia (MME), o subgrupo “Medição de Fronteira e Microgeração” do Grupo de Trabalho Smart Grid. Criado pelo MME em 15 de abril, o GT tem como principais objetivos analisar e identificar ações necessárias para subsidiar o estabelecimento de políticas públicas para a implantação de um programa brasileiro de smart grid – rede elétrica inteligente que prevê, dentre várias funcionalidades, a troca de medidores eletromecânicos por eletrônicos.
O subgrupo coordenado pela Câmara tem como atribuição estudar meios de flexibilização das exigências para medição das microgerações e geração distribuída. Conta com a participação de representantes do MME, da EPE, do Centro de Pesquisas de Energia Elétrica (Cepel), da Aneel, do ONS e da própria da CCEE.
Outros dois subgrupos, “Estudos Econômicos” e “Legislação”, integram as frentes de trabalho do GT Smart Grid, que tem o prazo de até 180 dias - a partir da data de sua criação - para conclusão das suas atividades, e de até mais 30 dias para apresentação de relatório técnico contemplando os estudos, análises e propostas a serem adotadas.
Andamento dos trabalhos - No dia 18 de agosto ocorreu a segunda reunião do subgrupo “Medição de Fronteira e Microgeração”.Na ocasião, a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) demonstrou o
aplicativo para mapeamento de cobertura de comunicação. A ECIL e a EDP Bandeirante Energia também apresentaram seu projeto piloto para desenvolvimento de medidores inteligentes, a serem implantados em 13 mil domicílios.
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Curso aborda modelos de formação do preço e planejamento da operação
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Curso teve carga horária de 32 horas, divididas em quatro encontros |
Um grupo de profissionais da CCEE, do Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS), da Empresa de Pesquisa Energética (EPE) e da Aneel participou, ao longo do mês de agosto, do treinamento de Otimização Estocástica. Promovido pela área de Preços de Energia da Câmara, o curso abordou a conceituação teórica básica envolvida nos modelos de planejamento da operação energética e formação do preço brasileiro de energia elétrica, tratando de aspectos como decisão sob incerteza, modelagem envolvida nesse tipo de problema e algoritmos relacionados.
Ao todo, 22 profissionais participaram do treinamento, que teve carga horária de 32 horas, dividida em quatro encontros. As atividades foram conduzidas pelos professores Erlon Finardi e Raphael Gonçalves, do Laboratório de Planejamento de Sistemas de Energia Elétrica (LabPlan) da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC).
O curso contribui com a meta estratégica da CCEE de "propor melhorias na metodologia de formação do Preço de Liquidação das Diferenças (PLD)", uma vez que visa aumentar o entendimento acerca destes modelos, propiciando uma condição mais favorável para a elaboração de propostas de aprimoramento.
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Leilões de fontes alternativas unem segurança no suprimento, modicidade tarifária e diversidade na matriz
Antônio Carlos Fraga Machado*
O tripé da segurança no suprimento de eletricidade no Sistema Interligado Nacional (SIN), da modicidade tarifária e do fortalecimento das fontes alternativas na matriz elétrica marcou o 3º leilão de reserva e o 2º leilão de fontes alternativas realizados em 25 e 26 de agosto na sede da Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE). Os resultados consolidados dos certames nos revelam a maior contratação de energia oriunda de fontes alternativas já realizada no País por meio de leilões. Foram contratados 89 empreendimentos nos dois leilões, com potência de 2.892 megawatts (MW) e garantia física de 1.311 MW, reunindo usinas eólicas, a biomassa e Pequenas Centrais Hidrelétricas (PCH).
O fôlego competitivo da fonte eólica surpreendeu, respondendo por 70,8% da potência (2.047,8 MW) dos empreendimentos vendedores - para efeito de comparação, a capacidade eólica hoje instalada no País é de 794 MW. Além do expressivo volume, a geração eólica apresentou deságio agressivo: 19,62% no leilão de fontes alternativas e 26,5% no de reserva, neste último alcançando preço médio de R$ 122,69 o megawatt-hora (MWh). Vale ter em mente que o preço médio dos leilões foi de R$ 133,56 o MWh, considerando biomassa e PCH, além das eólicas. Os certames foram realizados pela CCEE, sob delegação da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel).
A competição acirrada foi prenunciada na fase pré-leilão, com o número expressivo de empreendimentos habilitados pela Empresa de Pesquisa Energética (EPE), e confirmado nos preços finais e no pleno atendimento da demanda. Completando o resultado, as PCHs foram contratadas a um preço médio de R$ 141,93/MWh, representando 5% da potência nova total (131,5 MW), enquanto as térmicas a biomassa fecharam com preço médio de R$ 144,20/MWh, com 24,65% de potência nova (712,9 MW).
A realização das duas disputas comprovou a robustez operacional na plataforma de leilões. Em dois dias tivemos, em média, 400 participantes habilitados conectados simultaneamente, um número quatro vezes maior do que o aferido nos leilões anteriores. O sistema passou por outro teste de estresse porque esse volume elevado foi repetido por quatro vezes, considerando-se a fase 1 leilão de reserva, a fase 2, o leilão de fontes alternativas e o leilão de reserva fase 3. Levando-se em conta o público em geral, e não apenas os investidores, chegamos a picos de 4.000 conexões simultâneas acessando a mesma tela do leilão. Uma marca inédita e que não comprometeu a execução do certame.
Além do grande número de empreendimentos habilitados, pela primeira vez trabalhou-se com a oferta simultânea de fontes alternativas diversas, com vendedores de energia oriunda de biomassa, fonte eólica e PCH fazendo seus lances ao mesmo tempo. Nas disputas anteriores, essas fontes participavam de um mesmo leilão, entretanto, com o início da negociação de seu produto vinculado ao término do produto da fonte anterior.
Essa mudança denota o amadurecimento no processo de contratação de energia por meio de leilões. A evolução não é apenas tecnológica, inclui sistemática e, mais ainda, modelagem. A competição a que assistimos foi uma conseqüência desse aperfeiçoamento. Condições de contratação seguras atraem o investidor, incrementam a segurança no suprimento e beneficiam o consumidor. Todos saem ganhando. O 1º leilão de energia proveniente de empreendimentos existentes, em 2004, foi, sem dúvida, exitoso. Mas, àquela época, pensar em viabilizar disputas nos moldes que fizemos na última semana de agosto não passava de um exercício criativo. E que hoje realizamos
*Presidente do Conselho de Administração da CCEE
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EXPEDIENTE
CCEE News é um informativo eletrônico mensal da Câmara
de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE), produzido pela Gerência
de Relações Institucionais.
Coordenação: Marcelo Menna Barreto
Edição: Adriana Zottis
Redação: Ana Paula Rodrigues, Aline Santiago e Bruno Tálamo
Fotos: Júlio César Ferracini e Silvana Fernandes
Colaboração: Katia Ogawa
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